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domingo, 27 de novembro de 2011

R3ALIDAD3 TRANSC3ND3NT3


 É tudo um grande sonho, sabia? Ou um pesadelo...
Um grande sonho do que pode ser, do que foi ou ainda será.
Desse mundo onírico, somente os grandes gênios puderam Perceber,
Mas na falta de entendimento, enlouqueceram.

Ah, Como eu invejo os grandes pintores que contemplaram,
Com seus olhos sacros,
As imagens do real e em pinceladas maravilhosas mostraram aos Cegos
O mundo desperto da mente dos loucos (ou sábios).
Que pinceladas delicadamente poderosas
E que cores impossíveis mostraram as coisas que vemos no
Pueril cotidiano
Como realidade transcendente,
Transformando o simples em sonho,
O ponto perfeito, despercebido e ignorado por nossos olhos
Simplórios,
Eternizado na grandeza dos mestres que tinham o poder de
Parar o tempo
E eternizar o momento.

Bêbados e maníaco-depressivos, 
Loucos, libertinos e apaixonados...
Olhai por nós!

sábado, 26 de novembro de 2011

#5


ilustração do auor
Ei, você sabe onde está? Garoto!
No alto daquele monte mora um
Leão.
É preciso ter passos largos 
Para conseguir escapar.

Mergulhe o mais profundo que conseguir
Só assim saberá por quanto tempo
Consegue ficar sem respirar.

Ei, a floresta é longa e
Escura.
Há árvores milenares
De raízes profundas.
De onde você esta,
Ninguém irá escutá-lo.

O leão devorou todos os que
Moravam no sopé do monte,
Pois subestimaram o terror
De suas garras, e suas presas...
Achavam que ele estava velho
Demais.

Agora, ele desce o monte apenas
Para defecar
Nas ruínas do povoado.

Hei, você viu as sombras que vagam
Pela floresta de noite?
Você sentiu o frio na espinha?
Pois é melhor esconder-se e
Esperar a chuva passar.
Não há reza ou amuleto que
Espante os espíritos dali.
As sombras são densas entre as arvores,
E o sol custa há atravessá-las.
Mas se quiser você pode dançar!

Hei, o leão não entra na floresta
E a floresta não invade o
Território demarcado pelo leão.
É preciso saber onde pisa;
É preciso ter respeito...

Somente o velho peixe conhece as
Respostas
Para suas perguntas,
Pois ele estava ali antes mesmo
Do rio.


sábado, 22 de outubro de 2011

#4

ilustração do autor
Há alguma coisa estranha no céu
esta manhã.
Em seu horizonte,
                                                   contrastando com o intenso azul,
                                                   havia um vermelho 
                                                   apocalíptico.

Era algo sutil,
imperceptível para a maioria,
como cantigas de ninar
antigas. 

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

AJUDANDO (a destruir) O MUNDO.


Será que podemos almoçar fora?
“Papai, eu não gosto de legumes!”
Vamos pedir uma pizza?
Abriu mais um restaurante na esquina:
Comida antropofágica.
“Mamãe, porque aquele menino está comendo lixo?”

Nós avançamos com nossos carros sobre
Palhaços malabaristas
Nos sinais de transito e arremessamos nossas
Moedas sobre eles.

Vamos deixar nossos carros em casa
E usar o precário transporte coletivo.
Superlotado.
Atrasado.
Inseguro.
Você pode até ter um orgasmo se estiver carente.
Enquanto isso, as grandes corporações poluem o planeta.

Vamos comer alimentos saudáveis,
Tornar-nos vegetarianos e
Encher nossos organismos de agrotóxicos.

Vamos construir armas de destruição em massa.
É mais fácil do que acabar com a fome no mundo.
Vamos devastar a Amazônia e construir um
Shopping Center
Com o maior estacionamento do mundo.

Vamos deixar que os africanos se matem,
Assim ficará mais fácil pegar o
Petróleo e os diamantes da África.

Eu quero assistir Caim e Abel se matarem
Sentado na primeira fila de um cassino em Las Vegas
Comendo pipoca e tomando coca-cola.

“Papai, eu posso atear fogo em um mendigo?”

Vamos raspar nossas cabeças,
Inventar novas suásticas,
Arranjar um novo psicopata para idolatrarmos
E espancar uns aos outros por causa de nossas
Diferenças.

Vamos parar de fumar e respirar
Monóxido de carbono.

Quero comprar uma propriedade no céu,
Bem a beira do abismo para poder mijar
Da minha sacada, nos condenados ao
Inferno.
Vamos distribuir crack na hora do recreio,
Incentivar a pornografia e a prostituição.
"Papai, eu estou gravida!"

Vamos votar conscientes nos mesmos políticos corruptos.
Eu quero ser roubado!
Vamos produzir mais para deixar os acionistas mais ricos.
Estão-me fodendo e ainda querem que eu
Sorria!

Vamos lançar todas as bombas atômicas de uma só vez.

Eu sou a brisa que apagará
Sua ultima vela no blecaute.
Eu sou o coliforme fecal
Nadando em seu copo d’água.
Sou a resistência das bactérias a antibióticos.
O botão de start das bombas atômicas
Que serão lançadas sobre sua casa.
O prato vazio sobre a mesa.
A ultima gota de água potável
Caindo no deserto radioativo.

E você, quem é?

sábado, 15 de outubro de 2011

CORRA! PULE! ESCONDA-SE!


Corra!
Pule!
Esconda-se!

Não adianta correr
Não adianta esconder-se
Eles virão atrás de você...

Eles vão te pegar!

Com seus sorrisos contagiantes
E seus olhos brilhantes...

Vão vir atrás de você!

Os seus corpos perfeitos
E seus fartos peitos.
Correm cassetetes, açoites e tridentes...

Alcançarão você!

É preciso ter uma mente forte e convicção
De quem é,
Se vacilar e deixar-se encantar...

Dominarão você!

Corra, pule, esconda-se...

Ou vão pegar você!

“Não adianta mais esconder-se...
Estamos em toda parte:
Em sua casa,
Na escola,
Em sua comida,
Em sua mente.”

Corra!
Pule!
Esconda-se!

domingo, 25 de setembro de 2011

Cíclico, Cósmico & Infinito


Você, que tem estrela nos olhos
E mesmo no escuro consegue enxergar e
Desvendar os caminhos que a natureza
Tatuou em sua alma...
Os longos cabelos soltos ao vento,
A mão firme, mas delicada,
Segurando o cetro rijo e úmido.
Os seios nus inflam e contraem em gemidos
Prazerosos.
Movimentos contínuos e repetitivos –
A vida é ejaculada com êxtase e frenesi.

É a manipulação dos genes. Egoístas,
Prazeres primordiais e viciantes são seus subterfúgios.
A ilusão do amor...

Crescem e desenvolvem-se,
Evoluem, expandem-se, dominam e são dominados
Consomem e são consumidos,
Devastando tudo até serem devastados,
Extintos e reciclados para renascerem de novo... de novo... e de novo...
Num ciclo cósmico e infinito.

E nas ultimas horas do tempo,
Um casal deitará nus aos beijos e caricias
Enquanto crateras enormes abrem-se na Terra.
E conhecerão o interior um do outro,
Enquanto o interior da Terra é violentamente
Revelado.
E penetrará e terá seu corpo penetrado
Na mais pura e antiga forma de amar, e então... Oh!
O mundo acabará num orgasmo cósmico.   

               

 


domingo, 18 de setembro de 2011

A ASCENSÃO DAS LAGARTIXAS RADIOATIVAS


Quando as lagartixas radioativas subirem pelas paredes de sua casa,
É sinal de que a primeira madrugada fosforescente chegará.
No céu, homens alados serão confundidos com anjos,
Muito belos de se ver, mas de uma casta muito inferior.
Do bater de suas longas asas cairão penas castanhas e
Muitos homens acharão que são bênçãos cerúleas.

A genuflexão será inevitável!
Mas esses são apenas homens que desenvolveram asas e
Aprenderam a voar.
No futuro nem serão tão raros assim.
Menos raros ainda serão os vermes e os tolos.
A espécie humana será subdividia em:
Homo sapiens e
Homo sapiens inutile.

(Leões e hienas
Águias e marrecos
Reis e peões) .

A resistência da pele é pouca diante da lamina.
Mas quem prefere a frieza da lamina ao calor da pele.

O fim do mundo é o evento mais esperado
Desde os primórdios da humanidade.
Mas diante da grandeza do universo,
O fim da Terra será irrelevante.








domingo, 21 de agosto de 2011

MeU TeSoUrO.

Estou coberto de poeira.
Não paro nem um segundo nessa labuta infernal,
E mesmo assim,
Estou coberto de poeira,
Cercado por máquinas, engrenagens, correntes...
Cercado por bugigangas.
Tropeçando nessa bagunça que polui a minha vista
Tapando os meus ouvidos para tentar minimizar o barulho.
O trabalho nunca acaba.
Os problemas nunca acabam.
O trabalho... Os problemas...
Praguejo, injurio:
Merda!
Coisas velhas, estragadas, estragando.

Ah! Mas no meio de tudo isso
Eu encontro um tesouro.
Um único e valioso tesouro que me faz
Sorrir.

POEMA N. 3

Ando sem eira nem beira

Sob um céu sem estrelas
Bebo água da mangueira
Que dá manga em goteiras.

Como comida de plástico
Compro fiado lá na venda
Um antiácido sarcástico
Que ri da minha bebedeira.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

PRIMEIRO TEXTO DO MEU BB RAFAEL (7 MESES).

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CRISÂNTEMOS


De repente você olha no espelho e se
Surpreende:
Aquele é você!

Quando você deu o primeiro passo
Naquela estrada despretensiosa
Não imaginava
Que chegaria até aqui.

Uma estrada de marshmallow
Onde brotavam belas flores
Amarelas.
Crisântemos!

Banhados pela lua-cheia e
Todo o céu estrelado.
Planetas giram e se consomem
Gastando os átomos da natureza;
Formavam a grandeza do homem que se desfazem
Em lágrimas...

Contemplamos com nossos filhos
Toda aquela chuva amarela
E sobre nossas faces serenas
Caiam delicadamente...

Crisântemos!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

SARAU DAS SEXTAS

Você gosta de literatura?
Então venha participar conosco.
Traga seus textos ou o do seu autor favorito.
TODAS AS SEXTAS-FEIRAS, a partir das 19:00 h.
Centro Cultural Municipal de Taubaté.
Ajude-nos a divulgar. Participem.
Entrada Franca
Abraços Poéticos.
Praça Coronel Vitoriano, 1, Centro- Taubaté - SP



segunda-feira, 8 de agosto de 2011

PRIMEIRA MARATONA POÉTICA DO VALE.

I Maratona Poética do Vale

Data e horário: Início dia 27.08.11 (sábado) as 5:30 h e térmimo dia 28.08.11 (domingo) as 23:30 h.

Local: APEOESP - Rua do Colégio, 174 - Centro - Taubaté - SP

42 horas ininterruptas de declamação e dramatização de poesias, leituras de contos, crônicas e afins. Entrada 1kg de alimento não perecível. Microfone democraticamente disponível para todos que queiram participar. Não haverá inscrições, é só chegar e contribuir com sua arte.

Precisam de voluntários para mediar o evento, quem puder, escreva para andrebianc@hotmail.com .

Informações:: http://www.poetasdovale.blogspot.com/

Emails: andrebianc@hotmail.com

alexandremalosti@hotmail.com



quarta-feira, 20 de julho de 2011

Hei Cara!


Hei Cara. Aonde você esta?
Durante todo esse tempo demorei muito pra te ver.
Hei Cara. Por onde você andou?
Não me parece nada bem!
Faz muito tempo que não conversa com alguém.

Vejo em seus olhos uma ânsia de desabafar.
Seus lábios tensos e imóveis querem falar.

No céu há um gavião com as asas estendidas voando em círculos sobre nossas cabeças.
De lá ele pode ver sua presa.
De lá ele saberá o momento certo para atacar.

Eu sei que você sabe disso também, meu velho!
Esses são os mesmos olhos de antes , mas estão diferentes, quase irreconhecíveis.
Eu sei porque os conheço bem.

O que será que Ele escreve sobre nós em seu Diário Cósmico?

Imagine todas as pessoas que andam por ai.



Já pensou o que elas têm a lhe dizer?
E se você pudesse ouvi-las como uma britadeira em sua cabeça?
Você as ouviria?
Entenderia suas palavras?

Acho que não!
É, acho que não!

E se tudo o que “eles” dissessem fosse sobre você, se conhecessem seus segredos de Bunker Subterrâneo e gritassem bem alto em seus ouvidos, como anjos de cabeça de megafone?
Você estaria preparado para ouvir o que eles diriam?
Ou para seus entes-queridos?

Acho que não!
É, meu caro, acho que não!

E se eles viessem lentamente andando solenemente com longos vestidos brancos e ternos brancos transparentes, como fantasmas, e usassem coroas de lírios nas cabeças, como Damas-de-Honra de réquiem. E em suas mãos levassem bandejas de pratas polidas como espelhos e sobre essas bandejas estivessem livros com capas de couro onde toda sua história fora escrita e eles a lessem para você em voz alta?

Você ficaria feliz?
Sentir-se-ia realizado?
Estaria pronto para ouvir sua própria história?

Acho que não!
É, meu caro amigo, acho que não!





domingo, 10 de julho de 2011

O JULGAMENTO.

Em um tribunal:
Entra o Promotor Público soberbo ao som do burburinho da platéia e das marteladas do enorme e carrancudo juiz. Ao lado esquerdo desse, o réu observa tudo passivamente.
Amarrado e amordaçado em sua mesa o Advogado de Defesa geme e esperneia.

PROMOTOR PÚBLICO:
Senhoras e Senhores. Apresentar-vos-ei o Réu!
Esse verme hostil de conduta errante.
Em suas veias corre o álcool e em seus pulmões o tabaco.
Devorador carnívoro se deleita em gorduras e açucares devorando toda a sobremesa posta à mesa.
E nos churrascos com cerveja, se farta em gula e bebedeira.
Esse verme libertino e beberrão passou a vida em bares e festas e não se enganem com sua aparência de bom moço, bonito galanteador, pois como um voraz carnívoro, comeria facilmente sua mãe, sua irmã e seu amor. Pois é sabido de seus casos de fornicação até com mulheres casadas. (Pobres senhoras!) Ludibriadas por juras de amor.

ALGUÉM DA PLATEIA:
CASTREM O VERME!

PLATEIA (enfurecida):
CASTREM O VERME!
CASTREM O VERME!
CASTREM O VERME!

JUIZ (malhando o martelo na mesa):
SILÊNCIO!
SILÊNCIO!

PROMOTOR PÚBLICO:
O senhor tem algo a dizer em sua defesa?

RÉU:
Bem, eu...

PROMOTOR PÚBLICO:
Cale-se! Verme desprezível, ou acha que deixarei que dissemine seu veneno assim como disseminou seu sêmen. Pois saibam, meus bons amigos, que em suas palavras tem o mesmo veneno que as palavras da serpente que envenenaram a mente da belíssima Eva no jardim do
Éden, e condenou seu corpo nu de coxas grossas e... Seios fartos... E...
Oh... Eva...

PADRE (na platéia):
Promotor Público, por favor. Contenha-se!

PROMOTOR PÚBLICO:
Pois saibam que ele gritou aos sete ventos que detesta o trabalho e quer ser artista. Vejam só!

PLATEIA:
Oooh!

PROMOTOR PÚBLICO:
E preferiu ver Calígula ao assistir o ultimo capitulo da novela.

PLATÉIA:
Oooh!

PROMOTOR PÚBLICO:
E preferiu se embebedar em festas e em boates ao ficar em casa no sábado à noite.

PLATEIA:
Oooh!

PROMOTOR PÚBLICO:
E ele ouve Rock e Jazz. E lê Nietzsche, Marx e Bukowski.

PLATEIA:
Oooh!

PROMOTOR PÚBLICO:
E todos os domingos de manhã quando nós saímos cabisbaixos e sonolentos pelas ruas para irmos à igreja, ele dorme nu com uma desconhecida qualquer.

PLATÉIA (furiosa):
CASTREM O VERME!
CASTREM O VERME!
CASTREM O VERME!

JUIZ (espancando a mesa):
SILÊNCIO!
SILÊNCIO!
Diante das acusações aqui apresentadas e da falta de empenho da defesa. O Réu é considerado CULPADO pelos crimes de:
LIBERTINAGEM, PRETENSÃO À INTELIGÊNCIA E EMBRIAGUES PUBLICA (visto que a embriagues domiciliar é aceitável, é claro!).
Por isso será condenado a viver o resto de sua vida COMO NÓS!

RÉU:
Nãaaaaoooo! Escute seu juiz, meritíssimo. Eu não fiz nada se errado só queria viver minha vida e aproveitá-la. Ainda sou muito jovem não me condene a VIVER COMO VOCÊEESSS.

JUIZ (batendo o martelo):
Está decidido. Sessão encerrada.

PLATEIA: VIVERÁ COMO NÓS!
VIVERÁ COMO NÓS!
VIVERÁ COMO NÓS!